ENDURANCE EM BRASÍLIA
Quando pensamos em Automobilismo de Brasília, o nome que surge
primeiro é quase sempre o do Tri-Campeão Nelson Piquet, seguido dos pilotos Vitor
Meira, Pupo Moreno e da Equipe Amyr Nasr. No entanto, além de ter vários outros
pilotos de destaque, a tradição de Brasília neste esporte vem desde sua fundação,
em 1960, comemorada oficialmente com o "GP Juscelino Kubitschek", composto de várias
provas pelas ruas da cidade. Já em 1962, foi lançada a primeira edição da prova
"1000 KM DE BRASÍLIA", que soma 22 provas nesses 49 anos de história.
Zezito Linhares, Eduardo Amorim e Napoleão Ribeiro na assinatura
do contrato de promoção dos 1000 KM de Brasília 2011.
SENTA (e aperta o cinto) QUE LÁ VEM HISTÓRIA
MIL QUILÔMETROS DE BRASÍLIA
Os “Mil Quilômetros De Brasília” é, juntamente com as Mil Milhas,
os 500 Km de Interlagos e as 12 Horas de Porto Alegre, uma das provas mais tradicionais
do automobilismo Brasileiro.
O evento começou a ser idealizado na época da inauguração de Brasília
e a escolha do percurso de mil quilômetros se deve à distância aproximada entre
a antiga e a nova Capital da República.
Na sua primeira edição, realizada em 1962, a prova foi vencida
pelo FNM 2000 JK pilotado pelos paulistas Antônio Carlos Aguiar e Antônio Carlos
Avallone e contou com a estréia da equipe Willys em competições, com Interlagos.
De 1963 a 1965 a prova teve duração de 12 horas e não de mil quilômetros,
critério que voltou a ser usado a partir de 1966, quando a prova abriu o primeiro
campeonato brasileiro de velocidade, que foi disputado naquele ano.
Nesse período, que se prolongou até 1970, as provas foram disputadas
por veículos de Turismo, Grã-Turismo e Protótipos, conforme previam os regulamentos
técnicos e desportivos da época.
A partir de 1971 foi proibida a realização de corridas de automóveis
nas ruas de Brasília e assim, os Mil Quilômetros somente voltariam a ser disputados
em 1974, depois da inauguração do autódromo, com veículos de Turismo Grupo 1, que
tinham um pequeno nível de preparação.
Era a época dos Ford Maverick e dos Chevrolet Opala que se manteve
ativo até 1976 quando, em função da crise mundial do petróleo, as corridas de longa
duração foram proibidas em todo o território nacional.
Somente em 1980 a prova voltou a ser disputada com os participantes
utilizando álcool hidratado como combustível, em evento que teve total apoio do
Governo Federal e reabriu a disputa de provas de longa duração no País.
Nos anos de 1980 e 1981 a prova recebeu veículos das categorias
de Turismo, que eram disputadas no Brasil: Stock Car, Torneio Nacional Passat, Copa
Fiat 147, Torneio Ford Corcel e Chevette, com classificação através de um sistema
de “handicap” onde os menos potentes precisavam percorrer uma distância menor do
que os mais potentes.
Em 1982, a prova foi disputada por veículos de força livre.
A partir de 1983 a prova Mil Km de Brasília passou a fazer parte
do calendário do recém criado Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos, situação
que permaneceu até 1985, quando provas de longa duração deixaram, de fazer parte
do calendário nacional.
Essa nova interrupção ocorreu até 1999, quando a prova voltou
a ser disputada, então com carros da chamada categoria “Endurance”, modalidade que
vinha ganhando força no País desde 1997.
Nessa nova fase os Mil Km foram disputados até 2005, fazendo parte
do Campeonato Brasileiro de Endurance, criado a partir de 2002.